Carlos PeriottoPsiquiatra
Artigo · Ansiedade e foco

Ansiedade e falta de foco: por que a concentração foge e como recuperá-la

Por Dr. Carlos Periotto, psiquiatra · CRM-MS 5978 · RQE 6949 · 3 de novembro de 2026 · 6 min de leitura

Você senta para trabalhar, abre o e-mail, lê a mesma frase três vezes e, quando percebe, está pensando em outra coisa. No fim do dia, a sensação é de ter corrido muito e entregado pouco. Muita gente acha que é falta de disciplina ou até TDAH. Na maioria das vezes, é a ansiedade ocupando o espaço da atenção. A boa notícia: quando a ansiedade é cuidada, o foco volta.

Como a ansiedade rouba a atenção

A nossa atenção funciona como uma mesa de trabalho: tem um tamanho limitado. Os estudos sobre ansiedade e memória de trabalho mostram que a preocupação ocupa uma parte dessa mesa. Enquanto uma parte da mente vigia o que pode dar errado, sobra menos espaço para a tarefa da frente.

Além disso, a ansiedade deixa o cérebro em modo de alerta. Ele fica mais sensível a qualquer distração, como o celular vibrando, uma conversa ao lado ou um pensamento de "e se…?". O resultado é a atenção pulando de um lado para o outro e a sensação de mente cansada antes do meio-dia.

Sinais de que a ansiedade está tirando o seu foco

O que piora a concentração

Estratégias práticas para recuperar o foco

Quando procurar ajuda

Vale procurar avaliação quando a falta de foco atrapalha o trabalho, os estudos ou os relacionamentos, quando a preocupação é quase constante, quando o sono piorou ou quando as estratégias acima não bastam. A ansiedade tem tratamento eficaz, com terapia cognitivo-comportamental e, quando indicada, medicação.

Também é importante diferenciar a ansiedade do TDAH. No TDAH, a desatenção está presente desde a infância. Quando a falta de foco começou na vida adulta, quase sempre tem outra causa, como ansiedade, sono ruim, estresse ou depressão. Entenda a diferença entre TDAH e desatenção no adulto →

O objetivo do tratamento não é só aliviar a ansiedade. É devolver clareza para trabalhar, estudar, criar e aproveitar o dia.

A cabeça não está rendendo como antes? A primeira conversa é pelo WhatsApp, presencial em Campo Grande ou on-line para todo o Brasil.

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Dr. Carlos Periotto

Dr. Carlos Renato de Lima Periotto é psiquiatra (CRM-MS 5978 · RQE 6949), com residência pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (USP) e mestrado em Neurociência, na área de Psicobiologia e Medicina do Sono, pela UNIFESP. Atende em Campo Grande – MS e on-line.

Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta. Referências: Eysenck MW et al. Anxiety and cognitive performance: attentional control theory. Emotion, 2007. · Moran TP. Anxiety and working memory capacity: a meta-analysis and narrative review. Psychological Bulletin, 2016. · Ophir E et al. Cognitive control in media multitaskers. PNAS, 2009. · Borkovec TD et al. Stimulus control applications to the treatment of worry. Behaviour Research and Therapy, 1983.